Peixe-palhaço, ou peixe-das-anêmonas é o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion. Deve o seu nome à forma desalinhada como nada.
As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de comensalismo que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anémonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas.
Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.
Do seu refúgio no tapete de tentáculos de anémonas, o peixe palhaço parece provocar os espectáculos. Qualquer outro peixe ficaria gravemente ferido pelos tentáculos venenosos, mas o peixe palhaço é imune, e tem por isso, o esconderijo perfeito. Este peixe obtém o seu nome das suas marcas semelhantes às pinturas de um palhaço e à sua desajeitada forma de nadar. Este peixe tem vidas sexuais interessantes - os machos podem mudar de sexo e tornar-se em fêmeas.
Mudança de sexo
Os peixes palhaço nascem macho, mas dentro deles estão os orgãos reprodutores necessários para se tornarem fêmeas. Se a fêmea de um grupo morre, o macho dominante muda para fêmea e um dos machos não dominantes assume o comando. Este padrão único permite a um cardume destes peixes viver e reproduzir-se dentro da anémona. Antes de acasalar, os machos tornam-se agressivos, atacando as fêmeas e estendendo as sua barbatanas. Seleccionam um local de nidificação, dentro da boca da anémona (os ovos são protegidos por cobertura com o muco da anémona). A fêmea liberta os ovos para o ninho para serem fertilizados e protegidos pelo macho.
Viver de restos
As principais fontes de alimento dos peixes palhaço são plâncton, os organismos microscópicos entrados na água do mar e algas, que crescem em volta das anémonas. Os peixes palhaço também comem larvas, camarão, pequenos peixes e os alimentos deixados pela anémona, que usam os seus tentáculos urticantes para apanhar presas e arrastá-las até à sua boca.
Ameaça de Aquário
A maior ameaça aos peixes palhaço é o comércio de aquário: a maior percentagem de peixes palhaços provém das Filipinas e Indonésia. Prácticas de pesca ilegal e perigosas como as que usam dinamite, tiveram provavelmente um papel importante. No entanto, estes peixes são abundantes no seu habitat natural e procriam com facilidade em cativeiro, e por isso não estão ainda em perigo.
Parceiros Perfeitos
Uma unidade familiar de peixes palhaços ocupam uma única anémona-do-mar. Este truque faz com que a anémona pense que os peixes são uma parte de si própria. Ambos os peixes e anémona beneficiam da parceria. Os tentáculos protegem os peixes dos predadores, enquanto a anémona se aproveita dos alimentos deixados cair pelos peixes. Estes também come os parasitas da anémona e quando passam por entre os tentáculos, funcionam como uma ventoinha, aumentando a circulação da água, fornecendo assim, oxigénio à anémona
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Pomacentridae
Subfamília: Amphiprioninae
Unidade Social: Pares
Comprimento: 6-8cm
Peso: 30-50g
Sexo: Protândrico hemafrodita; desenvolve-se macho, pode tornar-se fêmea
Maturidade Sexual: Vários meses
Epoca de acasalamento: Por volta de Abril e de novo em Outubro
Periodo de incubação: 6-7 dias
Nº de ovos: 100 +
Intervalo de procriação: Alguns meses
Dieta: Plâncton, algas, larvas, camarão e alguns peixes
Longevidade: 3-5anos


